Minha Deusinha do Céu…

Sabe, às vezes parece que a Globo não sabe as notícias que ela mesma publica.
Todos os podcasts que eu ouço já falaram sobre isso, mas aqui vai de novo. Países europeus e o próprio Estados Unidos Perfeitos, Maravilhosos da América (de acordo com o típico viralatismo brasileiro) têm um déficit muito maior que o nosso.
Pergunto-me com frequência se tais “analistas”, como o Merval Pereira, que acabou de falar no Estúdio I que acha errado taxar 0,01% da população que ganha mais de UM MILHÃO DE REAIS (insira aqui voz do Silvio Santos no Roda a Roda Jequiti) por ano em benefício de 90% da população (de acordo com Paulo Gala, economista e professor da FGV). Eu não entendo como alguém é capaz de externar esse tipo de pensamento monstruoso sem a menor vergonha. Ajuste fiscal o meu c*!

LÓGICO que devemos taxar aqueles que têm a grana toda do país em suas mãos e não ajudam em nada na distribuição social de renda. Não é como se eles já não sonegassem mesmo, como bem disse o Biroliro: “eu sonego o máximo possível”.
Realmente me dá nós nos neurônios ou uma câimbra mental (valeu, Xadrez Verbal!) ouvir comentaristas metendo o pau no governo quanto a essa desgraça de ajuste fiscal, enquanto voltamos ao mapa de fome da ONU ao longo dos últimos anos. A única comentarista sensata em grande parte das vezes é a Flávia Oliveira, um anjinho na Terra, ou o Otávio Guedes, quando presente. Ela sim, enxerga a realidade sem esses óculos cor-de-rosa que apagam a desigualdade e fazem os privilegiados viverem sem culpa em seus ombros.
Eu sempre fui de esquerda, porque para mim sempre foi natural enxergar meu privilégio como mulher de classe média alta de pele branca, por mais que seja birracial (já que não pareço), e querer que aqueles que não nasceram na mesma situação privilegiada que eu chegassem onde estou.
Dito isso, o presidente da Câmara de Deputados em Brasília-DF, Deputado Hugo Motta (Republicanos-PB)… Como diabos ele pôde falar que só haverá igualdade social no país quando houver ajuste fiscal quando eu seria capaz de apostar minha carteira (que é completamente vazia) que ele não seria favorável a taxar as doações milionárias da Igreja Universal, berço do partido dele.
Provavelmente volto ainda hoje pra reclarmar de mais alguma coisa, seja sobre a cobertura da GloboNews ou sobre algo da política sem que envolva o refluxo que os analistas deles me dão em sua maioria.
Fui.


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